* meditação: sou muito inquieta e acho que só muito treino pra conseguir ficar sentadinha, só respirando. então uma amiga me indicou a
walking meditation e ta sendo bem legal praticar. (estava praticando todos os dias antes de parar de parar de fumar, mas confesso que depois que parei não tenho praticado regularmente).
* terapia: achei uma pessoa que trabalha com hipnose ajudando pessoas compulsivas a largarem seus vícios (cigarro, comida, trabalho, etc). a princípio fiquei curiosa e meio cabreira com a hipnose, mas depois relaxei e foi bem legal.
a primeira etapa do processo foi bem doloroso porque fui futricar numas emoções remotas. depois vem a fase da consciência do vício, da dependência, etc. nessa fase eu tive muita crise de choro só de pensar em viver sem fumar me dava um desespero. que loucura né? eu não conseguia me imaginar sem fumar. é como se fizesse parte de mim e eu ia "perder" aquilo. enxergar minha dependência me fez sentir que o "velho tinha que morrer pro novo renascer". não tinha jeito daquela lilia ser uma não-fumante. tinha que ser outra lilia, nova-lilia, com as emoções curadas, encarando cada emoção nova, sem esse artifício do cigarro. [se voce é fumante e prestar atenção, voce fuma, também, pra criar uma brecha entre voce e as emoções, seja positivas ou negativas. acende-se cigarro pra comemorar uma alegria ou pra aliviar uma dor, um estresse.]
senti que não tinha mais volta. sabe aquela coisa de não poder entrar no mesmo rio duas vezes? pois é, a velha-lilia ja não existia mais e eu tinha que aceitar isso até porque foi opção minha pegar esse novo caminho.
depois eu conto como foi essa parte do velho ir embora pro novo poder chegar...
* wellbutrin (genérico do zyban): até onde eu sei esse remédio é um anti-depressivo que age no cérebro librando dopamina que é normalmente é liberada pela nicotina, dando sensação de prazer.
eu não sou muito fã de remédios, prefiro cuidar da sáude (ranran, grande contradição, cuida da saúde e fumava 2 maços por dia) pra não precisar tomá-los, mas se for preciso tomo sem muita onda.
[antes de contar o efeito milagroso dessa droga, tenho que dizer que tenho um poder de auto-sugestão-positiva imenso e as vezes acho que se fosse bolinha de açucar faria o mesmo efeito.]
a droga, normalmente, começa a fazer efeito depois da segunda semana.
eu fui orientada pra tomar metade da dose na primeira semana e dose inteira a partir da segunda. no décimo dia algo estranho e bom-demais: eu não sentia vontade de acender todos os cigarros normais, ou seja, dos 40-45 fumei 15. yes! fiquei numa animação danada.